A torcida do Vasco que lotou mais uma vez São Januário e o fez de caldeirão até teve paciência, mas o time não ajudou. O Vasco jogou futebol apenas nos minutos iniciais da segunda etapa, falhou demasiadamente e conseguiu um empate chorado, brigado, no último suspiro.
Ricardo Gomes preferiu deixar Fágner no banco mais uma vez, escalando assim o volante Allan na lateral. O jogador vinha fazendo bons jogos, mas a falta de um lateral de ofício uma hora ia pesar. Allan sobe constantemente ao ataque mas não volta com o mesmo vigor. Aproveitando-se desse fato o bom lateral esquerdo do Avaí, Julinho, deitou e rolou por aquele flanco do campo. Foi numa dessas jogadas que pintou o gol do Avaí: o lateral Julinho recebeu passe após recuperação de bola do Avaí, passou como quis por Allan e chutou de perna esquerda, no canto baixo esquerdo de Fernando Prass para abrir o placar para a equipe de Santa Catarina.
O gol dos catarinenses foi um balde de agua fria no Vasco e em sua torcida, ainda mais sendo feito faltando cerca de dez minutos para acabar a peleja. A única opção que o Vasco tinha então era partir para cima! Ricardo Gomes tinha posto Élton e Bernardo, porém não sacou nenhum nome defensivo, não pondo o time tão pra frente assim. A bola aérea virou a principal arma do Vasco (apesar de ninguém acertar um cruzamento...). Numa dessas bolas alçadas o árbitro marcou um pênalti (inesistente) em Élton, e Diego Sousa o cobrou para decretar o empate para o cruzmaltino.
O empate acabou tendo um lado bom para as duas equipes: foi bom para o Vasco que conseguiu um empate (quase impossível) no último minuto de jogo e bom para o Avaí que empatou fora de casa e ainda fez um gol no adversário. Na próxima partida, na ressacada, Ricardo Gomes vai contar provavelmente com a volta da dupla de volantes Romulo e Eduardo Costa, mas vai ter também de mexer no time. Alecsandro não vem bem e Allan não é lateral. As entradas de Fágner e Élton serão cruciais para o gigante da colina conseguir uma vitória não tão improvável assim em Santa Catarina. Empatar aos 48 do segundo tempo é mais difícil, convenhamos.
Por Carlos Ramos(@CarlosRamos93)
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