São Januário estava lotado, como a muito não se via. A diretoria do clube foi obrigada (muito por falta de organização da mesma) a "inaugurar" a area VIP à força, para que todos os torcedores coubessem no estádio. O Vasco vinha de um empate com gols fora de casa. No dia anterior Felipe havia falado que a equipe cruzmaltina tinha de jogar com o resultado debaixo do braço. O que não ocorreu.
Na primeira etapa, quebrando todas as espectavivas pré-jogo o Vasco dominou o rubro-negro paranaense, criando as principais chances de gol até o momento. O atlético assustava com alguns contra-ataques esporádicos, mas quem mandava realmente na partida era o gigante da colina. Porém, o jogo foi para o intervalo em igualdade: 1 a 1.
Na segunda etapa, ciente de que tinha que buscar o resultado o furacão partiu para cima, mudando drasticamente a postura defensiva adotada no primeiro tempo. O Vasco perdeu a superioridade, deixando assim, os paranaenses jogarem e criarem chances de gol. Fernando Prass aparece em alguns momentos como figura importante do cruzmaltino, que já não saía mais para o jogo como na primeira etapa. Diego Sousa que pouco fez na partida, é substituído por Élton, aos 24 minutos, o que empolga a torcida vascaína, que volta a cantar. Pouco depois, Fágner entra no lugar de Allan, que fizera boa partida. Essas alterações mudariam o rumo do Vasco no segundo tempo.
Aos 28 minutos o castigo por ter recuado vêm à tona: Madson toca para o argentino Nieto que, livre, chuta por entre as pernas do arqueiro vascaíno para abrir o placar para o Atlético. O Vasco fica um pouco assustado, mas não demora muito apra responder: cerca de 7 minutos depois do gol Atleticano Fágner cruza e Élton cabeceia para o fundo do barbante de Renan. Era o gol da classificação. Assim como no gol do Atlético, dois jogadores que sairam do banco contribuíram para o empate vascaíno. Dai pra frente foi só pressão do Atlético. Pressão em vão. Com o empate o cruzmaltino se garante na semi-final da Copa do Brasil, onde enfrenta o Avaí. O trem bala está a 4 estações da libertadores.
Por Carlos Ramos(@CarlosRamos93)
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